quarta-feira, 8 de maio de 2019

EDUCAÇÃO AMBIENTAL COM PROFESSORES

A nova estratégia de Educação ambiental da ODZH é direcionada aos  professores do ensino básico e secundário do país, principalmente das zonas de atuação privilegiadas da organização. Por isso, a ODZH realizou em Dapak, Jeta, entre 23 e 26 de abril, uma formação em conservação das zonas húmidas e a avifauna dirigida aos professores dos setores de Calequisse e Caio. Esta formação realizada em Dapak visava conscientizar os professores e muni-los de instrumentos pedagógicos sobre a conservação que os permitem trabalhar com os alunos nas comunidades a que servem de maneira a permitir a promoção de atividades perenes e rentáveis, tendo como pano de fundo a conservação da colónia de Batambur.



segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

DIA MUNDIAL DAS ZONAS HUMIDAS, 2019

No dia 2 de fevereiro de 2019 o Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas 8IBAP), Organização para a Defesa e Desenvolvimento das Zonas Húmidas (ODZH) e Gabinete da Planificação Costeira (GPC), em parceria com a Secretaria do Estado do Ambiente (SEA) celebraram em Mansoa o Dia Mundial das Zonas Húmidas sob o lema “Zonas Húmidas e as Mudanças Climáticas”. O ato central foi realizado em Cussana e contou com a participação dos estudantes e professores de várias escolas primárias e secundárias de Mansoa e comunidades. A presença das autoridades nacionais foi relevante. O Governo esteve representado pela Ministra de Administração Territorial, Secretária de Estado do Ambiente, representante da Ministra das Pescas. O ilustre deputado Mário Dias Sami em representação da Assembleia Nacional Popular esteve presente. Tomaram parte na cerimónia o Diretor-geral do IBAP, o Diretor-geral do Ambiente, e o representante da Câmara Municipal de Bissau. A MTN se fez representar na qualidade de parceiro que cada mais se disponibiliza a apoiar iniciativas de conservação.










sábado, 1 de dezembro de 2018

TALVEZ SEJA A ÚLTIMA TARTARUGA GIGANTE
QUE TU MATAS NOS BIJAGÓS


Dermochelys coriacea, é a maior das 7 espécies de tartarugas conhecidas no mundo, 5 na Guiné-Bissau e é muito diferente das outras, tanto em aparência quanto em fisiologia. Tartaruga gigante é a única espécie do gênero Dermochelys. O gênero, por sua vez, contém o único membro existente da família Dermochelyidae.

Tanto o nome popular, quanto o nome científico da espécie vêm da textura de couro e aparência de sua carapaça (Dermochelys coriacea, do latim, significa "Tartaruga de pele encouraçada") e é a maior de todas as tartarugas. Desde 1990 é que se fala da sua presença, para a desova, nas praias do Arquipélago dos Bijagós.

O IBAP alerta a todos os guineenses e estrangeiros radicados na Guiné-Bissau, residentes nas ilhas bijagós, pescadores e operadores económicos, populações e autoridades locais, para não permitirem a substração do seu habitat de tartarugas marinhas, sobretudo as de couro, porque talvez seja a ultima desta espécie que esteja desovando nas praias da Guiné-Bissau.

Dermochelys coriacea é uma espécie muito rara que vive sempre em alto-mar, aproxima-se do litoral apenas para desovar. Sabe-se no entanto que, em outubro de 2017, duas tartarugas-de-couro, aparentemente juvenis, foram encontradas pelos pescadores Bine, Canhabaque, no Parque Nacional Marinho de João Vieira e Poilão na zona do banco de Gaivota.



terça-feira, 27 de novembro de 2018

ODZH EM BUBAQUE

Foram cerca de 90 alunos reunidos em sessão de sensibilização e educação ambiental. Os alunos do Liceu Subregional, escola Totokan, e Alicerce de Vida reuniram-se sob a batuta da ODZH na Escola Totokan de Bubaque a 24 de novembro de 2018. O encontro visava mostrar a nova geração os ganhos que possamos obter quando cuidamos e lidamos bem com as zonas húmidas, os valores que têm e ameaças que pendem sobre elas. Sendo as zonas húmidas sítios de maior produtividade biológica há necessidade de nós todos empenharmos na sua proteção.
A sessão de trabalho teve duas partes: uma de sala, onde se falou da organização ODZH, da dinâmica da conservação da natureza e ambiente na Guiné-Bissau, das zonas húmidas e sua importância, as ameaças que pendem sobre elas. a segunda parte prende-se com a necessidade de os alunos terem uma noção terrena das coisas e dos fenómenos erosivos que são nocivos ao ambiente costeiro e a importâncias dos terrafes para a proteção d costa.








MISSÃO DA ODZH A DJETA

Uma equipa mista composta por técnicos da ODZH, GPC e IMPA realizou uma missão de contatos e reuniões com autoridades locais no período que vai de 26 de setembro a 1 de novembro de 2018. No terreno, dois elementos da associação «DJOTCHETCHENGLAR» juntaram-se a equipa para apoiar e facilitar nos contactos locais em Jeta, Dapak, Boté e Caió.
A educação ambiental ao nível das comunidades locais, e a necessidade de despertar consciência ecológica na sociedade através da conscientização dos atores sociais de diversas esferas, visando a compreensão da problemática ambiental, bem como, a relevância de adoção de novos comportamentos e atitudes face à degradação e eventuais ameaças aos recursos naturais.
As condições ambientais, a produtividade dos ecossistemas marinhos e costeiros da zona em causa, fazem do setor de Caio um importante espaço para as rotas de migração e muitas aves escolhem no como sítio de nidificação e reprodução.
A missão teve como objetivo reforçar a sensibilização através da educação ambiental de diferentes grupos de interesse para a proteção e conservação da colonia de Bantambur e contactar todas as partes concernentes com vista preparar uma reunião para discussão, aprovação e posterior assinatura de um Convénio relativo à gestão responsável do sítio - Bantambur.







quinta-feira, 18 de outubro de 2018


PAPAGAIO BIJAGÓ ENDANGERED ON IUCN RED LIST 

Papagaio bijagó (Psittacus timneh) é uma espécie endémica e ameaçada, das florestas húmidas da África Ocidental, colocada na categoria de espécies em perigo na Lista Vermelha da UICN, dado ao declínio rápido da sua população devido a perda de habitats, comercio e caça dirigida. A combinação múltipla de procedimentos de investigação visando conhecer a distribuição, tendências e ameaças da espécie na Guiné-Bissau, onde os Psittacus timneh se conclave ao Arquipélago dos Bijagós e Pexixe. As observações diretas conduzidas ao longo de transectos nas 19 ilhas permitiram anotar a presença de 69 grupos de papagaios bijagós em 8 delas. 78% destes grupos foi observado em 2 ilhas. As entrevistas nas comunidades, embora tenham dado como certo a presença desta espécie em 20 ilhas, confirmam o declínio populacional nas últimas décadas. Assim, os trabalhos realizados até aqui permitem estimar a população desta espécie na Guiné-Bissau. O Papagaio bijagó ocorre em 22 das 32 ilhas, na ordem de várias centenas de indivíduos. A metade da população, ocorre, talvez, em João Vieira e Meio. As investigações de fatores de variação entrilhas relacionada com a densidade populacional apontam para a alta densidade nas ilhas remotas com menor permanência e atividade humanas. A significância dessa relação tem que ver com atividades humanas na modificação de habitats e na caça como principais fatores que conduziram ao declínio da população de Psittacus timneh na Guiné-Bissau.

In Bird Conservation International, page 1 of 13. © BirdLife International, 2018

Autores: DANIEL C. LOPES, ROWAN O. MARTIN, MOHAMED HENRIQUES, HAMILTON MONTEIRO, PAULO CARDOSO, QUINTINO TCHANTCHALAM, ANTÓNIO J. PIRES, AISSA REGALLA and PAULO CATRY

Fotos: Hamilton Monteiro


sexta-feira, 5 de outubro de 2018

População da Ganga está em perigo
em Ntchugal, Sector de Nhacra

Balearica pavonina conhecida na Guiné-Bissau por Ganga é uma espécie residente do Sahel (Senegal, Gâmbia, Guiné-Bissau até o Chade na África Central). Uma subespécie cujo comportamento indica ter concentração significativa nas zonas húmidas, nos estuários e de preferência nas áreas de frequente inundação e de cultivo de arroz.
Gamga é uma espécie vulnerável a nível global de acordo com a Lista Vermelha da UICN. A sua população tem sofrido declínio rápido devido a perda de habitats, captura para domesticação, caça e comercio illegal. Ameaças que, se não forem controladas poderão, no futuro próximo, provocar o desaparecimento da espécie.
A espécie está ao abrigo de diversos acordos e convenções internacionais dos quais a Guiné-Bissau é parte, designadamente, Acordo sobre a Conservação das Aves Aquáticas Migratórias da África-Eurásia (CMS), Convenção sobre as Espécies Migradoras e Fauna Selvagem, bem como de CITES.
Em 1999, pelo estado de ameaça da sua população, a Fundação Internacional (ICF) e a Wetlands International lançaram um programa para sua conservação ao nível da África, principalmente na Nigéria, Mali, Senegal, países onde a situação é mais crítica. O programa incluiu outros países e regiões onde se observava um número significativo de Gangas. Objetivo era de melhorar o estado da conservação da sua população através da sensibilização das populações locais e recuperação dos principais habitats desta espécie emblemática.
A Guiné Bissau no quadro desse programa, teve resultados satisfatórios, ao exemplo do projeto de Restauração de Bolanhas de Mansôa e Conservação de Ganga com as comunidades de Cussana e Cusentche. Conseguiu-se estimar em 2001, a população não reprodutora em 1500 indivíduos nos vales dos rios Mansoa e Geba/Corubal. Apesar  do conhecimento parcial do tamanho do efetivo, não se sabe ainda,  o tamanho da população dos adultos reprodutoras nem se quer a tendência da população na Guiné-Bissau.
Com todo esse esforço de conservação, observa-se ainda em Ntchugal (no sector de Nhacra) e outras áreas de ocorrência de Ganga, uma forte pressão sobre a espécie. Numa visita de campo nos finais de dezembro de 2017, à Ntchugal e Mansôa, apercebemo-nos da existência da caça à ganga. Flagrámos um caçador com duas (2) cabeças de ganga na Tabanca de Ntchugal.  Nos messes seguintes, uma tentativa de caça em Mansoa foi abortada por um estudante amigo da  ODZH do Liceu Quemo Mané. E, nos dias 21 de setembro de 2018, uma equipa da SWISAID deparou na sua missão à Djalicunda com 3 indivíduos mortos (caçados) a serem comercializados na berma da estrada.
Considera-se a caça à ganga uma ameaça latente. Solicitamos uma intervenção urgente de entidades competentes GPC, IBAP, DGFF, Guarda Nacional, dministração local e poder tradicional para por cobro a situação e banir a prática, por esta espécie ser vulnerável a nível global de acordo com a Lista Vermelha da UICN. Assim, esta categoria de ameaça merece atenção da República da Guiné-Bissau como parte das várias convenções (CITES, CBD CMS etc.).